Trânsito no Rio de Janeiro

Pois é, agora eu moro no Rio de Janeiro. Cidade maravilhosa? Talvez. Mas, alô cariocas, dá para vocês serem menos estúpidos no trânsito? Paulistanos não são chuchuzinhos, mas em São Paulo ainda dá para andar na rua sem medo de perder uma parte do corpo a cada travessia.

Essa conversa de que o trânsito de São Paulo é um caos é verdade, mas a educação no trânsito do Rio de Janeiro deixa a situação aqui muito pior. Sorry, boys. Dirigir não é só acelerar o carro. Existem pedestres, sinalização, plaquinhas. Já olharam para o lado? A dica é: tentem!

O mundo é um lugar melhor quando a gente vê que as pessoas não têm a menor obrigação de correr loucamente porque você decidiu que o sinal tava demorando muito e você quer mais é acelerar. Dica dada.

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julho 25, 2010 at 12:24 am Deixe um comentário

Barulho desnecessário. Quem curte?

Hoje é o dia internacional do barulho desnecessário e ninguém me comunicou. Por que, gente? Se me tivesse sido avisado, tinha tomado providências cabíveis antes porque, numa boa, minhas providências cabíveis posteriores costumam ser bem menos razoáveis e simpáticas. Minha vontade é de dar um berro e pedir para parar com essa bateção idiota para montar armário. Gente, são 23h! Se você está socando essa maldita madeira desde as 14h, sorry, mas você não vai terminar o serviço tão cedo porque você simplesment enão sabe fazer. E quer saber? Não é hora mesmo disso não.

Pode até parecer implicância, mas São Paulo faz isso com a gente. Coloque-se no meu lugar: imagine que você dorme entre 4 e 5 horas por noite porque você trabalha demais, que você pegue um ônibus lotado, mto lotado de gente sem educação, grossa e que não tem instrução nem para saber que é melhor deixar as pessoas saírem do veículo antes de embarcarem – ou seja, vc trabalha demais, mas anda de ônibus. Acho que esse povo não sabe nem ler. Porque está escrito em cada entrada dos vagões que é para deixar as pessoas saírem do trem, antes de entrar nele. E as pessoas se atropelam, claro. Qual é o problema em seguir uma ordem explícita, clara e fundamental? É porque não obedecer regras e dar o famoso “jeitinho brasileiro” é cool? Até hoje??? Gente, isso é muito velho e nunca serviu para nd.

Para seguir uma outra tradição de que eu gosto mto, SP, a cidade que nunca dorme não para as obras durante a noite nem finais de semana. De novo: pra quê? Para ganhar fama de ser imunda, estressante e habitadas por workaholics? Ou seja, se você foi dormir tarde porque suas colegas de apto são loucas e dormiu mal porque tinha torcedor na rua dando chilique por causa do time (alô, curíntia!) ..tchnaaaaam! Vc vai acordar às 6h precisando ou não porque as máquinas da construção ao lado vão ser ligadas. Dormir com barulho de gente socando armário e acordar com máquina de construção. Bacana, né? Os gritos dos torcedores e das histéricas solteiras de plantão que passam noites em claro fingindo que se divertem com qualquer bobagem acompanhada por um copo de cerveja são apenas um bônus.

Eu podia até falar que tenho pena desse povo, mas, no fundo, tenho é raiva mesmo. Nada contra fazer barulho, desde que seja por uma boa causa. SP produz barulho que dava para sonorizar uma revolução bacanuda, enquanto a vida segue igualinha e abaixo de medíocre.

março 17, 2010 at 2:17 am 1 comentário

Pre-gui-ça

Nunca, na História desse país, as pessoas me deram tanta preguiça. E não é uma preguiça esnobe ou uma simples má vontade: é um tédio lá do útero, uma relutância imensa em fazer as coisas porque “coisas” dependem de pessoas e pessoas, bem, são…pessoas, né?

Os meninos têm o dom especial de embrulhar meu estômago. Ele vira cambalhota umas três vezes a cada aparição sensacional de algum ser sensacional do sexo masculino.  Vocês se acham tão espertos, né? Gente, pelamordedeus, cresce! Sério. Não dá mais não. Não dá para conviver com certos comentários, atitudes machistas (mal) disfarçadas, desculpas esfarrapadas, joguinhos bre-gas de sedução, excesso de folga, cobranças que vocês tiram sabe-se Deus de onde.

E tudo vira jogo, tudo vira drama, tudo vira motivo, tudo vira um nó desses que sugam energia e desgastam as pessoas em nome de nada. É pela adrenalina? É para ter sobre o que conversar com os amigos? É para rir da própria idiotice quando coloca a cabeça no travesseiro, bêbado, pensando que a vida é assim mesmo?

Se a vida for assim mesmo, tudo bem, desde que isso não seja problema meu. E eu me recuso a participar dessa inhaca. Beijosnãomeliga

setembro 6, 2009 at 8:16 pm 2 comentários

Apenas um registro de ódio

Essa semana foi complicada. Tive surtos de raiva com a MP 458 (fui daquelas pessoas que ligou no gabinete do sr presidente e pediu para falar com ele e vetar algumas partes), com o Wal-Mart vindo a público falar que AGORA eles vão pedir certificado da procedência da carne deles com auditoria independente, depois da denúncia do Greenpeace e do Ministério Público colocar uma arma na cabeça deles, claro. Estão até promovendo evento falando da cadeia produtiva do futuro! Não é muito bilu bilu teteia?

Tive muita raiva dessa história de jornalista sem diploma também. Não pelo ato em si, mas porque o Gilmar Mendes é um imbecil. Sem entrar no mérito de ser ruim, bom ou indiferente aos jornalistas, ele fez pelos motivos errados. E deixo registrado: turma, o salário vai cair ainda mais.

Não vou argumentar nem escrever além disso para me poupar de repensar e reviver tudo de novo. Foi desgastante. Fica aqui meu registro de uma semana superestressante com uma pitada de hipocrisia da galera mais próxima que também não me deixou muito feliz. Lanço oficialmente a campanha “gente, facilita”.

junho 21, 2009 at 10:13 pm Deixe um comentário

O povo reclama demais

É inacreditável, mas vou tocar em um dos assuntos que mais me irrita: aquela bobagem da discussão sobre o posicionamento da Igreja frente ao uso de preservativos. O assunto é mais surrado do que mulher de malandro e o povo sem assunto e a mídia insistem (Oh Céus!) em falar nisso todo dia. Já que virou esculhambação, eu também vou falar.

O que as pessoas mais fazem é reclamar que o Papa é contra a camisinha, que é um absurdo, que a Igreja Católica está ajudando a disseminar um problema de saúde mundial muito sério. Eu não vou nem entrar no mérito de que se o mundo tá infestado de problemas de saúde, de comportamentos de risco, de gente mal informada e sem responsabilidade isso é um problema de muuuuuuita gente e não só da Igreja. Óbvio.

O Papa (eu nem vou com a cara dele) pode até não contribuir muito, mas, gente, ele é o Papa. Vocês queriam que, em suas atribuições e no papel de defender a instituição da Igreja com todo o peso, histórico e dogmas que ela prega há milênios ele se comportasse como? Sério. Poderia ser de outra forma?

Ai o povo sai com aquela de que “as tradições deviam se modernizar, acompanhar os novos tempos”. Ok, então. Peguemos nosso compatriota tupiniquim como exemplo: o índio. Isso sim é representar tradições, hein? E evoluir com o tempo. Hoje, ele usa celular, computador, calça jeans…e o que o povo faz? Reclama!

“Os índios de hoje não são mais índios de verdade, até mexem em computador”. Então, deixa ver se entendi: se mantém, tá ruim; se muda, tá ruim. O povo gosta mesmo é de polemizar umas coisas que definitivamente não pedem tanto espaço. Acho que tá na hora de investir energia no que faz sentido e parar com esse blablabla. Senão, os críticos da contemporaneidade estarão condenados a não fazer nada além de jogar a culpa nos outros, principalmente nos jornalistas e na Igreja.

maio 29, 2009 at 12:56 am 1 comentário

Pó mágico

Subestimar minha inteligênncia é algo que espero de muita gente, mas de um saquinho de suco, não. E o fabricante do tal pacotinho vai longe. Uma embalagenzinha que contém 5g de pó e diz fazer dois litros. Para, né?

Aquilo é corante, açúcar e, fiquemos felizes se tiver algum gosto que não seja “doce”, simplesmente. E tem mais: tem vitaminas B2, B6 e não sei mais o quê! Vitamina, gente! Tinha que ser o melhor produto do mundo. É levar muito ao pé da letra que os menores frascos têm os melhores produtos. E o povo compra…

abril 26, 2009 at 5:22 am 3 comentários

Eu não disse isso, não!

Toda vez que eu converso com alguém que diz já ter concedido uma entrevista a algum veículo de comunicação, ouço uma reclamação. Sempre a mesma: o jornalista (aquele ser malévolo) colocou coisas na boca desse alguém. Jornalistas são, por definição, pessoas boas dessas que editam as bobeiras que as pessoas falam num ato de humanidade – enquanto a palavra ainda conserva um bom sentido.

Porque o povo fala cada coisa…e a gente conserta, edita, troca, melhora e depois o povo vem falar que não falou. Olha, meu filho, não falou mesmo, mas antes tivesse falado, hein? Se você disser que “a solução para esse dragão que é a crise financeira tem que ser um furacão de boas ideias que tem que partir do governo”, nós, possivelmente iremos editar, se não for para a rádio (nesse caso, a gente corta mesmo), para “é fundamental que o governo apresente boas ideias nesse momentou de crise”.

A gente corta o “dragão” e esse tanto de “que” porque, se você foi entrevistado, deve ter um motivo para isso. Normalmente, a razão é muito simples: você representa uma instituição que tem um futuro a zelar então a gente, bondosamente, corta o que você não deveria ter dito. Processos jornalísticos são uma arte! (e precisa de diploma, tá?)

abril 2, 2009 at 3:14 am 4 comentários

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