Eu não disse isso, não!
abril 2, 2009 at 3:14 am 4 comentários
Toda vez que eu converso com alguém que diz já ter concedido uma entrevista a algum veículo de comunicação, ouço uma reclamação. Sempre a mesma: o jornalista (aquele ser malévolo) colocou coisas na boca desse alguém. Jornalistas são, por definição, pessoas boas dessas que editam as bobeiras que as pessoas falam num ato de humanidade – enquanto a palavra ainda conserva um bom sentido.
Porque o povo fala cada coisa…e a gente conserta, edita, troca, melhora e depois o povo vem falar que não falou. Olha, meu filho, não falou mesmo, mas antes tivesse falado, hein? Se você disser que “a solução para esse dragão que é a crise financeira tem que ser um furacão de boas ideias que tem que partir do governo”, nós, possivelmente iremos editar, se não for para a rádio (nesse caso, a gente corta mesmo), para “é fundamental que o governo apresente boas ideias nesse momentou de crise”.
A gente corta o “dragão” e esse tanto de “que” porque, se você foi entrevistado, deve ter um motivo para isso. Normalmente, a razão é muito simples: você representa uma instituição que tem um futuro a zelar então a gente, bondosamente, corta o que você não deveria ter dito. Processos jornalísticos são uma arte! (e precisa de diploma, tá?)
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1.
marianamarques | abril 2, 2009 às 11:59 pm
Bom, não sei nem se é o caso do diploma, mas é que tem gente que matou as aulas de português do ensino fundamental e acha que vale se expressar assim de qualquer jeito. Cada vez mais eu acho que deveriam existir critérios mais rigorosos para avaliações de português. Grrrrrrrrrr
2.
nadacomo | abril 20, 2009 às 6:39 pm
Jornalista são uma raça mal compreendida.
3.
Daniel Rubens Prado | junho 2, 2009 às 3:48 pm
Uma arte sim, agora o tal do diploma… Essas faculdades de merda, preocupadas apenas no que entra ($$$), formando jornalistas de merda.
Desculpe-me pelo palavreado. No mais, o blogue está um arraso.
Beijos, alegrias e poesias,
seu amigo e colega, jornalista sem diploma,
Daniel Rubens Prado.
4.
afiado | junho 3, 2009 às 1:14 am
Dani, quem diria que meu amigo poeta ficaria tão bravo com a dinâmica de mercado das faculdades, hein? hahahaha Esse negócio de diploma é complicado mesmo, mas não quis soar tão radical quanto pareceu. Beijos! E, se tudo der certo, em 2050, tamos aí com diploma e tudo.