Archive for fevereiro, 2009

Emo for a day

A existência é tão dolorosa, às vezes, que passa para o plano físico, para o corpo e me causa dores no joelho, na cabeça e, principalmente, no peito. Chama angústia. E a leitura corporal que o diga.

 É difícil dizer de onde sai tanto comentário desnecessário, grosseria gratuita e umas espetadinhas que você nunca sabe bem por que vêm, mas elas vêm e as pessoas não tem noção do estrago que elas causam.  Não têm a menor noção.

Você já parou para pensar que falar com sua colega de trabalho que ela “deu uma engordadinha” na semana em que ela se olhou no espelho e se achou horrivelmente gorda ou no dia que descobriu que está com uma gravidez que quer esconder pode destruir o dia dela? Que falar com seu ex que quer se libertar dele pode soar como se ele fosse um monstro aprisionador de quem você quer a qualquer custo se livrar, mesmo que ele não tenha feito nada contra você? Que entrar empurrando todo mundo no metrô e esbarrar com força numa pessoa que tem um tumor naquela parte do corpo pode ser muito doloroso? Que caçoar de alguém que tem sérios problemas de autoestima pode ser a gota d’água para a pessoa se sentir um lixo e achar que ela não serve para estar ali?

Ninguém pensa em nada, né? As pessoas pensam em se colocar no mundo e isso inclui falar o que pensam para ter personalidade, em se posicionar. Vai lá então, fodão! Acontece que coincidências acontecem e seu comentário pode ser muito, mas muito mais infeliz do que parece.

fevereiro 23, 2009 at 2:34 am 3 comentários

A última da Ivete

Eu nem sei do que se trata a propaganda porque eu não aguento olhar para a Ivete Sangalo por muito tempo por motivos que já expliquei aqui antes e, coitada, nem são exatamente culpa dela. Fato é que eu já vi o tal anúncio algumas vezes na tevê e eu fiquei passada.

Começa com a cantora descendo um morro, com microvestido vermelho decotado cantarolando sobre espalhar um certo “vírus da alegria”. Aham! Uma baiana, em época de Carnaval, com uma musiquinha de axé falando sobre o VÍRUS da alegria.

Desculpe, a única coisa que me vem na cabeça é aquele velho conhecido, o vírus da Aids. É a mesma coisa? Se eu fiquei na dúvida, acredito que vários outros cidadãos irão ficar também. Vai que todo mundo resolve que é legal disseminar “alegria” por aí? Nossa, o Bono ia ficar p***! A Gisele Bunchen, que estrelou a última campanha do projeto do moço, RED, também.

Numa boa, o que os publicitários têm na cabeça?

fevereiro 16, 2009 at 5:43 pm Deixe um comentário

Amargura genética

Meu pai é a pessoa mais mal-humorada do planeta. Minha mãe é a pessoa mais estressante do mundo. O que poderia surgir disso aí? Eu. E isso é complicado.

Difícil pensar numa herança genética pior. E quanto mais eu fico chateada com a vida e com tudo que eles fazem comigo mais eu fico desesperada porque não quero parecer nem de longe no escuro com meu pai ou minha mãe. Meu Deos! Povo complicado.

fevereiro 8, 2009 at 1:03 am 2 comentários


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